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Maria Luiza | Perfil

Nascida em Quixadá, em 1942, Maria Luíza tornou-se conhecida na capital do Ceará como a primeira prefeita de Fortaleza eleita pelo voto direto e primeiro político do sexo feminino a exercer este cargo. Esteve à frente da capital cearense entre 1985 a 1988. Prefeita de um partido de oposição de esquerda, Partido dos Trabalhadores (PT), que dava os seus primeiros passos, sua administração sofreu bloqueio explícito por parte do governo Sarney (Federal) e dos governos Gonzaga Mota e Tasso Jereissati (Estadual). Ao final de seu mandato, apesar de todas as dificuldades, as contas da Prefeitura estavam sanadas, mas sua popularidade em baixa pela falta de investimentos.
Antes, durante sua juventude galgou uma carreira de envolvimento político. No ano em que ingressou na vida universitária, em 1962, no curso de serviço social da Universidade Estadual Ceará (UECE), tornou-se vice-presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE). E em 1964, durante o Golpe Militar, estava na presidência do Diretório Central dos Estudantes (DCE) do curso de serviço social.
Participou da fundação do Núcleo de Anistia, aqui do Ceará, que foi o terceiro a ser criando em todo o Brasil. Entre as lutas do Núcleo estavam o fim da Ditadura Militar e as Diretas Já.
Antes de está à frente da capital do Ceará foi deputada federal por sete anos.
Fez mestrado em ciências sociais, nos Estados Unidos, e no final da década de 80, foi professora da cadeira de Introdução à Sociologia, do curso de comunicação social da UFC. Na época da primeira candidatura do Lula, 1989, quando era integrante do Movimento Marxista Operária Tradicional, montou a cadeira toda voltada a campanha do atual presidente. Com um cronograma que começava com a “Sociedade do Espetáculo”, de Guy Debord. E concluía com “O Colapso da Modernização”, de Kurtz.
Hoje, Maria Luiza é uma das maiores porta-vozes do Movimento Pela Emancipação Humana no Ceará, mas conhecido como “Crítica Radical”. O movimento de caráter transnacional, que é engajada desde 2002, defende um outro Karl Marx, que vem sendo descoberto pelo mundo.
Nesta última eleição política, esteve em campanha, mas não como candidata. Contra uma política tradicional, sua campanha era de abstinência ao voto. Um movimento do NÃO VOTE, apoiado pela Crítica Radical, abraçou uma luta contra uma política dependente da economia. E essa é a sua atual causa a ser perseguida: a renovação dessa política vigente.

 
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