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Alexandre Vaz e Carlos Alberto | Perfil

Alexandre Vaz
Com o desejo de transformar a sociedade, Alexandre Vaz Uchoa, teve seu primeiro contato com a política durante sua passagem pelo ensino médio na escola. Movido pela ideologia socialista, dirigiu o grêmio por dois mandatos o que foi o suficiente para que ao fim do ensino médio se engajasse no movimento popular do bairro do Conjunto Ceará.
Atuante nas lutas pela organização de seu bairro em prol de saneamento e segurança, através de denuncias e mobilização popular, Alexandre acredita vivenciamos política em todas as nossas ações, e que devemos escolher o melhor meio para exercê-la.
“Existem diferentes formas de fazer política, e a que nós adotamos e a socialista, libertadora e libertaria, anti-capitalista. Uma política que praticamos diariamente, embora, não tenha grandes instrumentos”, afirma.
Atualmente suas idéias estão voltadas para uma organização numa estrutura a nível estadual e municipal, que é o movimento partidário. Com o objetivo de ampliar mais ainda sua contribuição social, afilia-se com o partido PSOL (partido socialista libertário), como candidato a Deputado Federal, acreditando ser uma ferramenta de desenvolvimento dessa contribuição.

Carlos Alberto
Carlos Alberto iniciou no movimento estudantil secundarista através do grêmio estudantil no Liceu do bairro Conjunto Ceara.
“Como costumo dizer, entrei movimento estudantil, por que eu queria estudar” explica. Carlos buscava uma educação diferenciada da que teve no ensino fundamental.
Morador do mesmo bairro onde estudava, logo passou se interessar pelas causas locais e também de outras escolas públicas. Foi quando ingressou no movimento popular chamado de Juventude Vermelha, grupo que lutavam pela escola publica de qualidade. “Foi lá onde comecei a ter uma formação política, voltada para a ideologia Socialista e Nacionalista”, afirma.
O menino que não gostava de política e nem de polícia, tornou-se um jovem engajado com as causas coletivas e acredita que a prática da política é algo maior do que simplesmente apoiar alguém que exerce o poder. “Não queria ser político, pois achava que os políticos defendiam o governo ‘Tassista’ e eu detestava este governo, achava que toda política era ‘Tassista’. Depois compreendi que existe governo que apóia as idéias de Tasso Jereissati e outro que não apóia. Depois que isso se tornou mais claro, comecei minha vida política”, conta.
Hoje, afiliado ao PSOL (partido socialista libertário), candidatou-se a uma vaga na câmara estadual, mas não obteve votos suficientes para se eleger. Entretanto, Carlos acredita que não tem sido eleito não tira dele o direito de lutar pelas causas que acredita. Atualmente participa, junto com Alexandre Vaz, de um grupo de estudos políticos que ocorre nos domingos pela manhã no bairro do Conjunto Ceará. Participam com eles, estudantes de sociologia, sociólogos e também pessoas que sofreram com os abusos da ditadura militar.

Maria Letícia Ferreira

 
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